O olhar cego (1ª parte).
Subcortical côncavo e/ou cortical convexo.
Mundo projetado ou/e recebido paralelo.
Ora não atravessado, ora criado interpretado.
Por vez, um olhar objetivo; por outra, geográfico.
Movimento perceptivo num equilíbrio relacional.
Da sensorialidade não consciente ao delineio espacial.
Quando não imaginativo, subjetivista exagerado.
Comprometimento adaptativo, conflitivo, neurotizado.
Sujeito e objeto elementos da percepção.
Não antes interpretar, olhar a priori a relação.
Num outro em que o mundo se abre a nós.
Sem o vício filtrante de um mesmo algoz.
O andar por essa via é uma vida de mão dupla.
Sem norma rígida, estereotipada, pré-concebida.
Seguimos no tocar o outro, voltamos no ser tocado.
Entrelaçamento esvaziado, pleno e cego, experienciado.
Ricardo Valentim
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